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Meu Pé de Laranja Lima

Mais um momento nostálgico no blog!
Dessa vez para um "clássico"da infância de muita gente(ou não) que passavam as tardes assistindo Tv na Bandeirantes,leram o livro ou foram ao cinema,hehehe!

Meu pé de laranja lima é um romance juvenil, escrito por José Mauro de Vasconcellos e publicado 1968, sendo um dos campeões em adaptações para o cinema e a televisão.

Este livro retrata a história de um menino de cinco anos chamado Zezé, que pertencia a uma família muito,muito pobre e muito numerosa. Zezé tinha muitos irmãos, a sua mãe trabalhava numa fábrica, o pai estava desempregado, e como tal passavam por muitas dificuldades, pelo que eram as irmãs mais velhas que tomavam conta dos mais novos; por sua vez, Zezé tomava conta do seu irmãozinho mais novo, Luís.

Zezé era um rapazinho muito interessado pela vida, adorava saber e aprender coisas novas, novas palavras, palavras difíceis... que o seu tio lhe ensinava. Contudo, passava a vida a fazer traquinices pela rua, a pregar peças aos outros e muitas vezes acabava por ser castigado e repreendido pelos pais ou pelos irmãos, que passavam a vida a dizer que era um mau menino, sempre a fazer maldades. Todos estes fatores e o fato de não passar muito tempo com a mãe, visto que esta trabalhava muito, faziam com que Zezé, muitas vezes, não encontrasse na família o carinho e a ternura que qualquer criança precisa.

Ao mudarem de casa, Zezé encontra no quintal da sua nova moradia um pequeno pé de laranja lima, inicialmente a idéia de ter uma árvore tão pequena não lhe agrada muito, mas à medida que este vai convivendo com a pequena árvore e ao desabafar com esta, repara que ela fala e que é capaz de conversar consigo, tornando-se assim o seu grande amigo e confidente, aquele que lhe dava todo o carinho que Zezé não recebia em casa da sua família. Ao longo da história vão acontecendo vários episódios na vida deste menino, uns mais alegres, outros mais tristes, que nos transmitem uma grande lição de vida e do modo como agir perante diversas situações, pois apesar de ter apenas cinco anos, Zezé já tinha atitudes que qualquer criança comum nunca teria, fazendo-nos então pensar um pouco acerca de nós mesmos e das nossas atitudes perante determinadas situações.

Esse vídeo da internet mostra um episódio da "saga"de Zezé,vejam a interpretação de Caio Romei e Karla Muga!



Em 2009, no seu 27º encontro, a Reinações (confraria da leitura de textos infanto-juvenis) debateu o livro Meu pé de laranja lima, destacando a ternura presente no livro e o espaço mágico, em que a árvore acaba se revelando não apenas um amigo de Zezé, mas uma espécie de refúgio para o tanto que sofrimento que a vida lhe impôs.

Nando Reis ídolo atual dos Ruivos no Brasil

Na década de 70 e 80 os Ruivos de mais experiência tinham um ídolo ou alguém famoso que se destacava também por sua raridade genética.

Esse era "Ferrugem" ator da extinta TV Tupi e de seriados da Globo.



Tanto que até hoje muitos Ruivos recebem o mesmo apelido que consagrou o ator em sua época.
Só que o tempo passa e muitas coisas mudam,porém sempre têm um Ruivo se destacando com alguma coisa na mídia.

Eu costumo falar que ele é o Ruivo da minha geração e até que demorei para colocar alguma postagem sobre ele.Pois quando se fala de Ruivo no Brasil,Nando Reis é o 1°nome que se vem à cabeça da grande maioria das pessoas,sejam elas Ruivas ou não.

José Fernando Gomes dos Reis, conhecido como Nando Reis, (São Paulo, 12 de janeiro de 1963) é um cantor, violonista e compositor brasileiro.

Ex-baixista da banda de rock Titãs, emplacou vários sucessos e hoje segue em carreira solo, atualmente acompanhado pela banda Os Infernais. Gosta de futebol, torce pelo São Paulo Futebol Clube e mantém uma coluna semanal sobre este tema no jornal O Estado de S. Paulo.

Nando tem cinco filhos: Theodoro, Sophia, Sebastião, Zoé e Ismael.

Nando Reis saiu dos Titãs após a gravação do CD A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana e ficou conhecido como um dos maiores compositores da sua geração, compondo sucessos como "Diariamente" (com sua ex-namorada Marisa Monte), "All Star", "O Segundo Sol" e "Relicário", gravados por Cássia Eller; "Resposta" e "É Uma Partida de Futebol", gravados pelo grupo mineiro Skank; "Do Seu Lado", gravado pelo também mineiro Jota Quest e "Onde Você Mora?", gravado pelo grupo Cidade Negra. Isso sem falar na vasta coleção de hits compostos durante sua permanência nos Titãs, como "Igreja", "Os Cegos do Castelo" e "Jesus não tem dentes no país dos banguelas".

Atualmente é um dos 10 maiores arrecadadores de direitos autorais no Brasil, de acordo com o ECAD, levando em conta músicas tocadas em shows e execuções em rádio (conforme noticiado pela Folha de São Paulo em 07 de Fevereiro de 2009). Músicas suas fazem parte dos últimos lançamentos de Skank (o sucesso Ainda Gosto Dela) e Jota Quest.

Discografia:
12 de Janeiro (1995)
Para Quando o Arco-íris Encontrar o Pote de Ouro (2000)
Infernal (2001)
A letra A (2003)
MTV Ao Vivo - Nando Reis e Os Infernais (2004)
Sim e Não - Nando Reis e Os Infernais (2006) Luau MTV - Nando Reis e Os Infernais (2007)
Drês (2009)
MTV Ao Vivo (Bailão do Ruivão) (2010)
Sei (2012)

Documentário sobre os Ruivos

Diretora e cineasta Ruiva,Heather Slepchik explora a vida e a história de Ruivos na tentativa de preservar a sua herança no meio de especulações científicas de que os Ruivos serão extintos em cem anos.

Desde 2008 ela está dirigindo o documentário "The Last of the Redhead(Os últimos Ruivos",contando histórias,curiosidades e sabendo o que os Ruivos pensam sobre esse assunto que assombra a todos nós EXTINÇÃO.

Vale a pena esperar por algo feito por quem entende do assunto.



Uma Ruiva.

Dia 7 de Setembro o dia dos Ruivos

Por que toda pessoa Ruiva tem sardas pelo corpo?


As pessoas ruivas possuem uma mutação genética nos cromossomos que formam o par 16. Essa mutação altera a produção de dois pigmentos: a feomelanina, de cor avermelhada ou amarelada, e a eumelanina, de tonalidade acastanhada ou preta . Esses pigmentos são os responsáveis pela coloração de nossos cabelos e pêlos, tornando-os mais avermelhados.

O resultado dessa mutação é o surgimento de sardas, que nada mais são do que manchas causadas pelo aumento de concentração de melanina em certas partes do corpo. Mas mesmo quem não carrega essa herança genética pode ter sardas. Nesse caso, as pintinhas são uma resposta da pele à agressão do sol. A pele se torna pigmentada com a esperança de bloquear a penetração dos raios solares.

A bioquímica dos cabelos ruivos, anomalia conhecida como rutilismo, só foi desvendada no final do século passado. Alguns pesquisadores acreditam que os primeiros ruivos surgiram na Terra há cerca de 50 mil anos, na África.

As estimativas sobre o número de ruivos autênticos na população mundial não são muito precisas, mas acredita-se que os portadores de cabelos vermelhos sejam de 1 a 4% do total (de 60 milhões a 240 milhões de pessoas). Os cabelos vermelhos, não são exclusividade da espécie humana.

Pessoas ruivas possuem uma mutação genética. E como “efeito colateral” surgem as pintinhas pelo corpo!

Clarice Lispector - A Tentação

Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.
Na rua vazia as pedras vibravam de calor - a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto de bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço, a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde.
Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher ? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos.
Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão do Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina, acompanhando uma senhora, e encarnado na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo. Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona, arrastando seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro. A menina abriu os olhos pasmados. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam. Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro.
Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria. Quanto tempo se passava ? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo. Os pêlos de ambos eram curtos, vermelhos. Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se, com urgência, com encabulamento, surpreendidos.
No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos - lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes de Grajaú.
Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam. Mas ambos eram comprometidos. Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ele fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada. A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo.
Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreendiam. Acompanhou-os com os olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-lo dobrar a outra esquina. Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.

Abaixo estão duas adaptaçãoes deste conto!Espero que curtam!!!


Os Ruivos precisam de mais anestesia

Já era suficiente a má notícia que os ruivos possam um dia se extinguir. Agora, descobrimos que, além disso, as pessoas de cabelos vermelhos precisam de mais anestesia que os demais pacientes. Um estudo conduzido em 2002 pela Universidade de Louisville, no Kentucky (em inglês), provou uma tese que os anestesistas - médicos que supervisionam a administração de anestesias - já defendiam há algum tempo: é mais difícil desacordar os Ruivos.


Pesquisadores da Universidade de Louisville selecionaram 20 pacientes para o teste - todas mulheres, com idades entre 19 e 40 anos. Havia 10 participantes Ruivas e 10 morenas, que serviriam como grupo de controle.

Os pesquisadores selecionaram apenas mulheres para eliminar completamente qualquer possibilidade de que o sexo influenciasse os resultados. Também escolheram mulheres cujos ciclos menstruais estavam sincronizados, já que uma elevação no nível de hormônios também pode desempenhar um papel em termos de suscetibilidade à anestesia.

Todas as 20 mulheres receberam aplicações de desflurane, um gás anestésico de uso comum. Depois que a anestesia começou a fazer efeito, os pesquisadores passaram a aplicar choques elétricos às voluntárias, usando uma voltagem que uma pessoa consciente teria considerado "intolerável" [fonte: Medscape]. Caso a participante conseguisse sentir dor, os pesquisadores aumentavam a dosagem do gás anestésico, e continuavam a aplicar choques até que as pacientes deixassem de reagir.

As constatações dos pesquisadores provaram que o truísmo defendido pelos anestesistas procedia: as Ruivas precisam de mais anestesia. De fato, precisam de, em média, 20% mais.

O trabalho dos anestesistas é perigoso, e é preciso muita habilidade para desacordar um paciente de maneira apropriada. Anestesia de menos e o paciente pode acordar de dor no meio de uma cirurgia. Os pacientes também podem se lembrar da cirurgia, quando despertos. Por outro lado, anestesia demais pode resultar em overdose, coma ou até morte.

Assim, embora a experiência pareça cruel, forneceu aos anestesistas informações úteis sobre como tratar pacientes ruivos. A dor que as Ruivas suportaram na experiência da Universidade de Louisville pode resultar em menos dor para milhões de pacientes ruivos que venham a sofrer cirurgias. No entanto, a característica não se limita às mulheres Ruivas. Um estudo conduzido em 2004 demonstrou que mulheres e homens ruivos igualmente requerem mais anestesia do que pessoas com cabelos de outras cores.
Assim, sabemos agora que os Ruivos precisam de mais anestesia.